Revisão Abel Ferrara:
O Assassino da Furadeira (1979) * *
Ms.45 (1981) * * * *
Cidade do Medo (1984) * * *
China Girl (1987) * * * *
Perseguidor Voraz (1989) * *
O Rei de Nova York (1990) * * * * *
Vício Frenético (1992) * * * * *
Invasores de Corpos (1993) * * * * *
Olhos de Serpente (1993) * * *
The Addiction (1994) * * * * *
Os Chefões (1996) * * * *
The Blackout (1997) * * * *
Enigma do Poder (1998) * * * * *
Gangues do Gueto (2001) * * * *
Maria (2005) * * * * *
sexta-feira, 1 de junho de 2007
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02:01
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sábado, 26 de maio de 2007
www.revistapaisa.com.br/paisablog/index.html
a volta do blog de festivais da Revista Paisà, com a cobertura diária do Festival de Cuiabá.
aproveitando, visitem o site da revista, que está atualizado.
www.revistapaisa.com.br
boa leitura
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Sérgio Alpendre
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16:53
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terça-feira, 22 de maio de 2007
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Sérgio Alpendre
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17:34
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sábado, 19 de maio de 2007
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Sérgio Alpendre
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01:26
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
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Sérgio Alpendre
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01:55
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terça-feira, 15 de maio de 2007
Tava revendo trechos de Convite ao Prazer enquanto lia e respondia e-mails. Sei não, mas a obra de Walter Hugo Khouri precisa ser reavaliada. Há muito mais ali do que os detratores apregoam. Meus preferidos dele são Palácio dos Anjos, Noite Vazia e As Amorosas, nessa ordem; com Eros, Convite ao Prazer, Estranho Encontro e A Ilha correndo por fora. Talvez Amor Estranho Amor e As Feras mereçam brigar também. E ainda não vi As Filhas do Fogo, As Deusas e mais algum outro.
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Sérgio Alpendre
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02:16
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
Transylvania é um pouco melhor que Exílios, o filme anterior de Tony Gatlif a estrear no Brasil, porque como o diretor escolhe um ator (ou atriz) para colar sua câmera - e desta vez temos Asia Argento no lugar do chato Romain Duris - acompanhamos com maior prazer o desenvolvimento da trama e o desespero do personagem. Novamente é um mergulho ao inferno pessoal de uma mulher, só que desta vez, ela está na frente, em destaque na narrativa. E não temos Duris para tentar roubar o estrelatro para si. Gatlif pode, então, se perder com a atriz num labirinto de musicalidade cigana e gestos de transe (alguns bem forçados, é verdade), em meio a uma sensibilidade especial, ainda que falta uma cena tão forte e sublime quanto a do transe em Exílios. O plano final, no entanto, é um primor. E não teria como deixar de ser: o nosso sorriso de compaixão é garantido.
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02:28
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terça-feira, 8 de maio de 2007
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02:53
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domingo, 6 de maio de 2007

Conte de Cinema, de Hong Sang-soo, é uma bela ode à vida, mesmo que as razões para que os personagens pensem em suicídio não pareçam tão convincentes. A câmera do diretor insite em zooms que procuram isolar personagens dentro de um quadro composto por outros personagens. O zoom não existe, aqui, só para isolar os personagens que mais interessam, mas para destacá-los de um todo, deixá-los em maior relevo. Além disso ainda temos, sem didatismo, o curta do diretor que adoece introduzindo o filme, com créditos e tudo, para depois percebemos que o que seguiremos é a vida de duas pessoas que assistiam ao curta inicial em um cineclube. Uma delas é a própria atriz do curta, outra é um amigo de colégio do diretor. Fala-se muito em suicídio, em sacrifício, em recuperação, mas o que vemos é uma brilhante analogia à própria condição do cinema, que se renova quanto mais se aproxima de um perigoso limite. A arte de Hong Sang-soo nunca é óbvia, como mostra a brilhante cena dentro do curta introdutório, quando a visão subjetiva do ator nos mostra o cartaz de um filme que está afixado à sua frente, mas quando a câmera volta para ele, tornando-se novamente objetiva, ele já está de costas, se afastando de nós, ao contrário do que mandaria a cartilha da linguagem narrativa. Palmas para Hong Sang-soo.
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Sérgio Alpendre
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22:15
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Nova atualização do site da revista Paisà.
http://www.revistapaisa.com.br/anteriores/ed8/criticas.shtm
além das críticas de cinema e dvd, ainda temos discos e a página com Ranma 1/2 (ainme e mangá)
boa leitura
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Sérgio Alpendre
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14:14
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sábado, 28 de abril de 2007
Alguns dos filmes que vi nas últimas semanas (porque, confesso, minhas anotações dia-a-dia estão caóticas)
revisões em negrito
Assim Falou o Amor - John Cassavetes (DviX) * * * *
O Mestre das Armas - Ronny Yu (E.Uni1) * * * *
Shadows - John Cassavetes (Cinesesc) * * * * *
A Rainha - Stephen Frears (Arteplex 1) * * *
A Morte de um Bookmaker Chinês - Cassavetes (Cinesesc) * * * * *
Pecados Íntimos - Todd Field (Arteplex 3) *
Pequena Miss Sunshine - J. Dayton & V. Faris (Arteplex 8) *
A Conquista da Honra - Clint Eastwood (Arteplex 8) * * * *
Cartas de Iwo Jima - Clint Eastwood (Arteplex 9) * * * *
Dreamgirls - Bill Condon (Arteplex 2) * * *
A Grande Família, o Filme - Maurício Farias (Arteplex 3 - RIO) mico
Piratas do Caribe: O Baú da Morte - Gore Verbinski (DVD) *
A Névoa - Rupert Wainright (DVD) * *
Scoop - O Grande Furo - Woody Allen (E.Uni 1) * * *
Venus - Roger Michel (Arteplex 5) *
Cão sem Dono - Beto Brant e Renato Ciasca (Cinesesc) * * *
Museu de Cêra - Andre DeToth (DVD) * * * *
Sonhos com Xangai - Wang Xiaoshuai (Arteplex 8) * * *
Le Départ - Jerzy Skolimowski (DviX) * * * *
Idlewild - Bryan Barber (DVD) * * *
Hércules 56 - Silvio Da-rin (E.Uni 2) * *
No Rastro da Bruxa Vermelha - Edward Ludwig (VHS) * * * *
O Fantasma dos Mares - Mark Robson (DviX) * * * *
Carnival of Souls - Herk Harvey (DviX) * * * *
300 - Zack Snyder (Arteplex 1) * * *
Movimento em Falso - Wim Wenders (DviX) * * *
A Casa Sinistra - James Whale (DviX) * * * *
Nos Domínios do Terror - Sidney Salkow (DviX) * * * *
Blood Sucking Freaks - Joel M. Reed (DviX) * * *
Exilados - Johnnie To (Popcine) * * * * *
Caixa Dois - Bruno Barreto (Central Plaza 4) mico
A Canção da Esperança - John Cassavetes (DviX) * * * *
Minha Esperança É Você - John Cassavetes (DviX) * * *
Gloria - John Cassavetes (DviX) * * * *
Amantes - John Cassavates (VHS) * * * * *
Baixio das Bestas - Cláudio Assis (R.Cultural1) * *
Querô - Carlos Cortez (Cinesesc) * * *
Marcas da Vida - Andrea Arnold (Arteplex 4) * * *
O Cheiro do Ralo - Heitor Dhalia (E.Uni2) *
Miami Vice - Michael Mann (Cinesesc) * * * *
Câmera Olho - Dziga Vertov (DVD) * * * * *
Réquiem para Lenin - Dziga Vertov (DVD) * * * *
O Homem Com a Câmera - Dziga Vertov (Equipe) * * * * *
Sunshine - Danny Boyle (Arteplex 2) * *
Estranha Perfeita - James Foley (Arteplex 4) mico
Ó, Paí, Ó - Monique Gardenberg (Arteplex 2 - Rio) *
A Colheita do Mal - Stephen Hopkins (Arteplex 9) *
Motoqueiros Selvagens - Walt Becker (Arteplex 1) *
De Volta para o Futuro - Robert Zemeckis (DVD) * * * *
De Volta para o Futuro II - Robert Zemeckis (DVD) * * *
De Volta para o Futuro III- Robert Zemeckis (DVD) * * *
Chamas da Vingança - Tony Scott (DVD) *
A Última Cartada - Joe Carnahan (Arteplex 7) *
Vermelho como o Céu - Cristiano Bortone (Cinesesc) * * *
Inferno - Danis Tanovic (DVD) *
Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio - Rosemberg Cariry (Popcine) * *
Música e Letra - Marc Lawrence (DviX) *
Um Lugar na Platéia - Danielle Thompson (B.A.-Villa Lobos) * * *
Ódiquê? - Felipe Joffily (B.A. Villa Lobos) mil micos
Minha Mãe Quer que Eu Case - Michael Lehmann (Arteplex 3) mico
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Sérgio Alpendre
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03:37
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
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Sérgio Alpendre
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03:17
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Vermelho como o Céu pode não ser uma maravilha à altura de Comencini e seu genial Quando o Amor é Cruel, mas se insere na mesma vertente melodramática. Se Cristiano Bortone escorrega em algumas opções na segunda metade do filme, acerta em cheio em alguns momentos líricos e de imensa beleza visual. A melhor cena é a que mostra o menino tornado cego por um acidente olhando pela janela e vendo dois borrões no lugar dos pais que lhe acenam. A câmera vai fechando na janela, e no lugar do que seria uma mudança habitual de foco para que víssemos os pais, vemos o foco se acertando para que continuássemos a ver borrões, ou seja, uma imagem desfocada, levemente esverdeada, de uma beleza muito evidente, sem ser espalhafatosa ou sinal de firula. É só um dos achados visuais de um filme que tinha tudo pra ser piegas, mas se equilibra nos limites.
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00:39
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domingo, 22 de abril de 2007

De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985) * * * *
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03:27
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sábado, 21 de abril de 2007
A Colheita do Mal (The Reaping), de Stephen Hopkins *
Hilary Swank está bem, mas irrita a construção que faz com que a personagem saia da crença absoluta em Deus a um ceticismo pedante, e volta à crença num piscar de olhos. Tudo bem que um trauma leva a essas coisas, mas foi volúvel demais. As soluções de casting e as reviravoltas poderiam ser mais interessantes, não fosse a mediocridade do diretor Hopkins, cujo melhor filme ainda é uma versão besta de Perdidos no Espaço para o cinema.
Motoqueiros Selvagens (Wild Hogs), de Walt Becker *
Tem seus momentos, graças principalmente ao elenco (com William H. Macy arrasando), e à predileção musical de Becker - em um momento começa uma música do ELO ("Showdown"), e, enquanto ela toca, um dos personagens diz "...let's face the music" (sendo Face the Music o nome de um disco de 1975 do ELO), uma bela homenagem. Mas é frouxo, com um mau uso do tempo das piadas, e situações que só estão ali para justificar gags que não funcionam, ou pelo menos não me fizeram ao menos querer rir. Tomem como exemplo a participação surpresa de Peter Fonda, que começa muito bem, mas vai se estragando rapidamente, tal qual uma piada que já nasce em franca decadência. Ah, tem a trilha musical também, daquelas que se ouve umas duzentas vezes num simples zapear pelos canais de filme das tvs pagas.
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02:55
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terça-feira, 17 de abril de 2007
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01:15
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
O que me incomoda em O Cheiro do Ralo não é o protagonista ser escroto, ou ele ter um castigo no final - apesar de que aquele espancamento é de uma estupidez absurda. O que pega é a incapacidade de Heitor Dhalia em assumir que queria fazer um exercício de estilo, e de se livrar do texto do Mutarelli. O filme tem alguns bons momentos justamente quando foge de seu foco principal e abraça uma inconsequência estranha. Mas Dhalia realmente não se decide se continua brincando ou se segue com a história de um ser desprezível. E descamba totalmente a partir da rebelião dentro do escritório. Selton Mello está bem, mas não redime o filme de ser uma peça esquizofrênica que briga o tempo todo contra suas melhores possibilidades. Ainda assim, é um progresso em relação a Nina.
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01:33
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terça-feira, 10 de abril de 2007
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23:45
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
Top Cassavetes, enquanto a Paisà não vem...
1) Faces
2) Uma Mulher Sob Influência
3) Maridos (Husbands)
4) Amantes (Love Streams)
5) A Morte de um Bookmaker Chinês
6) Noite de Estréia
7) Sombras
8) A Canção da Esperança (Too Late Blues)
9) Gloria
10) Assim Falou o Amor (Minnie & Moskowitz)
só avisando que entre os quatro primeiros acontece praticamente um empate técnico.
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00:53
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segunda-feira, 2 de abril de 2007
Nova atualização no site da Paisà. Tem quadrinhos, livro, música, e, claro, cinema.
http://www.revistapaisa.com.br/anteriores/ed7/criticas.shtm#texto14
Ainda no setor propagandístico, tem esta série de debates que complementam o Prêmio Jairo Ferreira, a partir do dia 9 de abril, no Cinesesc.
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Dia 9-segunda
Mesa: Cinema Brasileiro - Geração 90-2000
Mediador: Cléber Eduardo (Cinética)
Debatedores: Ricardo Calil (NoMinimo) e Fernando Watanabe (Cinequanon)
A mesa discutirá os principais filmes brasileiros de 2006, com especial atenção para O Céu de Suely, O Ano em que Meus Pais Sairam de Férias, Crime Delicado, Árido Movie e Estamira , onde vemos a força da presença de nomes da nova geração de cineastas nacionais.
Dia 10-terça
Mesa: A força do cinema americano
Mediador: Gilberto Silva Jr. (Contracampo)Debatedores: Cid Nader (Cinequanon) e Eduardo Valente (Cinética)
A mesa discutirá a permanência da força do cinema americano, mesmo em uma época de grandes pressões comerciais, a partir de filmes de alguns dos seus grandes autores exibidos em 2006, como Terence Malick ( Novo Mundo), Martin Scorsese (Os Infiltrados), Woody Allen (Match Point), Michael Mann (Miami Vice), Spike Lee (O Plano Perfeito) e M. Night Shyamalan (Dama na Água ).
Dia 11- quarta
Mesa: Família, Conciliações e Ressentimentos
Mediador: Sergio Alpendre (Paisà)
Debatedores: Cassio Starling Carlos (Folha de SP) e Francis Vogner dos Reis (Cinética)
A mesa discutirá questões relativas a representações da família e sua relação com a sociedade, através do tratamento de personagens e opções estéticas, tendo como principais exemplos os estilos marcantes de Michael Haneke ( Caché), Jean Pierre e Luc Dardenne (A Criança) e Pedro Almodóvar (Volver).
Dia 12 - quinta
Mesa: Estética e Amor na História
Mediador: Cesar Zamberlan (Cinequanon)
Debatedores: Rodrigo de Oliveira (Contracampo) e Filipe Furtado (Paisà)
A mesa discutirá filmes nos quais a História anda de mãos dadas com o amor e com a invenção de mundos ficcionais, como Amantes Constantes (de Phillippe Garrel), 2046 (de Wong Kar Wai), Labirinto do Fauno (de Guillermo del Toro)
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09:24
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domingo, 1 de abril de 2007
Olha, tem muita coisa do Bruno Barreto que eu acho no mínimo interessante. Romance da Empregada, Bossa Nova e O Casamento de Romeu e Julieta são belos exemplos de comédia de costumes, sendo que o primeiro tem um comentário social nada bobo, apesar de certa fragilidade dramatúrgica. Agora, Caixa Dois é repulsivo. Situações criadas a partir de arquétipos da tolice humana. Todos, todos, sem exceção, são de uma imbecilidade tamanha. nem mesmo atores brilhantes como Zezé Polessa e Fúlvio Stefanini salvam a encrenca. Deu tristeza, na verdade, porque parece que a mentalidade geral é a de que tem que tratar o público como se ele fosse débil mental para fazer sucesso. Como se não bastasse, o filme tem a câmera mais estúpida que se pode imaginar (descontando o mega-fiasco A Grande Família, claro, mas esse é hors concours). Estúpida em todos os sentidos, do enquadramento, à distância entre atores e lente; das movimentações inúteis às tremidinhas para se fazer de moderna. Tudo é uma gigantesca perda de tempo. E eu achava que veria uma boa comédia...
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00:04
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segunda-feira, 26 de março de 2007
300 é o novo Alexandre. Existe uma pré-disposição para não gostar do filme? Resistência muito grande em aceitar os exageros de Snyder? Falta de paciência? Conservadorismo? Sei não, mas a cada dia que passa, e a cada opinião contrária, mais perto eu fico de gostar do filme. Estaria eu sendo frouxo e me comovendo com filmes ruins? Vai ser mesmo um massacre contra o filme? Ou o mundo crítico é mesmo impaciente e mal-humorado ou minha adolescência ouvindo metal farofa me deixou anestesiado, ou pelo menos mais tolerante com certas coisas. Eu tô me explicando pra me confundir, tô me confundindo pra me esclarecer.
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03:26
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sexta-feira, 23 de março de 2007
Joseph Turner? Não. Uma cena de 300, delírio de Zach Snyder. Devo fazer um texto para entender o que achei, não sei onde, mas aviso aqui. Sua estética do exagero e do ridículo pode embaraçar, desapontar, maravilhar, tudo isso junto. O filme é realmente uma coleção de todos os excessos que o cinema pode comportar, numa chave próxima a de McG, ainda que com bem menos talento. É imperdível na tela grande, mesmo que seja para sair do cinema xingando.
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21:50
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domingo, 18 de março de 2007
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04:29
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sábado, 17 de março de 2007

É uma pena que a cópia esteja capenga. Le Départ, de Jerzy Skolimowski, está longe de ser um filme perfeito. É um filme quebrado, que ora se alonga desnecessariamente, ora tem seu ritmo quebrado em um ponto problemático (e nisso ele é muito mais radical que os primeiros de Godard) - não que isso seja um problema, mas no caso de Le Départ, parece nos afastar de algo que ele pretendia. Mas nas passagens em que Skolimowski declara seu amor a Catherine Duport (que surpreendentemente, aparece pouco, mas de maneira decisiva), por meio de Jean Pierre Léaud, geralmente estamos muito próximos da obra-prima. A seqüência em que o carro separado ao meio gira, com cada um deles de um lado, é de um primor absurdo. Uma cena que fica na memória por muito tempo, e diz muito sobre sonhos, ilusões, esperanças, mas também sobre falta de interação, imaturidade, irresponsabilidade. Ao final, Léaud consegue finalmente se transformar em um homem, deixa de ser moleque. Se é que um homem deixa de ser moleque algum dia. Acho que nunca, a não ser que seu lado humano tenha sido tragado por corporações e gravatas.
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13:54
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quarta-feira, 14 de março de 2007
O que dizer de Cão Sem Dono, novo filme de Beto Brant, com co-direção de Renato Ciasca? Arrisco algumas palavras desordenadas. Em conversa com Daniel Turini, ele me disse que considera tanto Cão sem Dono quanto Crime Delicado filmes muito mais fortes do que O Invasor, filme alavancou a carreira de Brant como verdadeiro autor, com todas as implicações que o termo permite. Concordo plenamente. Já é hora de percebermos que o cinema de Brant atingiu, nos dois últimos filmes, um rigor, e uma intensidade que ele nunca teve. Mesmo em seu belo primeiro filme, Os Matadores, o que estava em jogo era muito menos uma procura por um meio de se dizer o que se sente do que um exercício de como se contar uma história esperta da maneira mais estilosa possível. Em Crime Delicado, e, principalmente, em Cão sem Dono, a procura é o cerne da coisa. Procura por uma maneira de demonstrar o afeto, por um significado para os afetos inexplicáveis, para as demonstrações que brotam desses afetos. Cão sem Dono é um filme propositadamente trôpego, por se assemelhar ao protagonista. Mas é também um filme que se resolve muito bem dentro de sua irregularidade. Pois essa irregularidade surge do vai-e-vem diário, das oscilações de humor que todos temos. Talvez seja o filme mais arriscado e entregue de Beto Brant. Sei não, mas suspeito que daqui a alguns dias esse filme estará ainda mais belo em minha memória.
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20:37
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terça-feira, 13 de março de 2007
Melhor Longa Brasileiro
Serras da Desordem, de Andrea Tonacci (foto)
Melhor Lançamento em Cinema
Amantes Constantes, de Philippe Garrel (Imovision)
Melhor Lançamento em DVD
Terra em Transe, de Glauber Rocha (Versátil)
Melhor Mostra de Audiovisual
Agnès Varda: O Movimento Perpétuo do Olhar
Tive a felicidade de ter meus votos todos confirmados pela maioria dos votantes, com duas novas obras-primas e uma antiga, que teve um primoroso lançamento em DVD. A grande nova é que o próximo do Glauber a ter lançamento semelhante, com vários extras e imagens restauradas, é A Idade da Terra.
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14:29
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quinta-feira, 8 de março de 2007
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21:03
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terça-feira, 6 de março de 2007
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17:11
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domingo, 4 de março de 2007
Reavaliação de Fassbinder (a continuar):
1966 - CURTA: The City Tramp (Der Stadtstreicher) * * * *
1967 - CURTA: The Little Chaos (Das Kleine Chaos) * *
1969 – O Amor é Mais Frio Que a Morte (Liebe ist Kälter als der Tod) * * * *
O Machão (Katzelmacher) * * * *
Deuses da Peste (Götter der Pest) * * * *
Por Que Deu a Louca no Senhor R. (Warum läuft Herr R. Amok?) co-dirigido por Michael Fengler * *
1970 - Rio Das Mortes * * *
Whity * * *
A Viagem de Niklashauser (Die Niklashauser Fahrt) co-dir. por Michael Fengler * * * *
Cuidado com a Puta Sagrada (Warnung vor einer Heiligen Nutte) * * * *
O Soldado Americano (Der Amerikanische Soldat) * * *
Pioneiros em Ingolstadt (Pioniere in Ingolstadt) * * *
1971 – O Comerciante das Quatro Estações (Der Händler der vie Jahreszeiten) * * * *
1972 – As Lágrimas Amargas de Petra von Kant (Die Bitteren Tränen der Petra von Kant) * * * * *
Mulher de Negócios (Bremer Freiheit) * * *
1973 - World on a Wire (Welt am Draht) mini-série de TV * * *
Martha * * * * *
O Medo Devora a Alma (Angst essen Seele auf) * * * * *
1974 - Effi Briest * * * *
O Direito do Mais Forte (Faustrecht der Freiheit) * * * * *
1975 - Mamãe Kusters Vai para o Céu (Mutter Küsters fahrt zum Himmel) * * *
O Medo do Medo (Angst vor der Angst) * * * *
Eu Só Quero que Vocês me Amem (Ich will doch nur, daß ihr mich liebt) * * *
1976 - O Assado de Satã (Satansbraten) * *
Roleta Chinesa (Chinesisches Roulette) * * * * *
Bolwieser * * *
1977 - Despair (Despair - Eine Reise ins Licht) * * * *
Alemanha no Outono (Deutschland im Herbst) com vários diretores * * *
1978 – O Casamento de Maria Braun (Die Ehe der Maria Braun) * * * *
Num Ano com Treze Luas (In einem Jahr mit 13 Monden) * * * * *
1979 – A Terceira Geração (Die Dritte Generation) * * * * *
1980 - Berlin Alexanderplatz – série de TV em 13 episódios - * * * * *
Lili Marleen * * * * *
1981 - Lola * * * *
1982 - O Desespero de Veronika Voss (Die Sehnsucht der Veronkia Voss) * * * * *
Querelle * * * *
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19:14
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