domingo, 23 de julho de 2006

Filmes vistos mais ou menos recentemente. revisões em negrito

Domino - Tony Scott (DVD) *
O Intruso - Claire Denis (DVD) * * * * *
No Meio da Rua - A.C.da Fontoura (Arteplex 7) *
Miss Simpatia 2 - John Pasquin (DVD) *
Férias Frustradas - Harold Ramis (DVD) * * *
O Rei da Água - Frank Coraci (DVD) *
O Comboio do Medo - William Friedkin (DVD) * * * *
Os Mestres Loucos - Jean Rouch (VHS) * * * * *
Eu, um Negro - Jean Rouch (VHS) * * * * *
Hollywood Boulevard - Joe Dante & Allan Arkush (emule) * * *
Valentin - Alejandro Agresti (Cinemax) * * * *
O Espírito da Colméia - Victor Erice (emule) * * * * *
Separados pelo Casamento - Peyton Reed (Arteplex 1) * *
Sob o Efeito da Água - Rowan Woods (Belas Artes-Aleijadinho) *
Às Cinco da Tarde - Samira Makhmalbaf (Belas Artes-Aleijadinho) * *
Premonição 2 - David R. Ellis (DVD) * *
L'An 01 - Jacques Doillon (emule) * * *
Premonição 3 - James Wong (Central Plaza 2) * * *
Bubble - Steven Soderbergh (E.Unibanco 2) * * *
A Febre do Marisco - Andrés Wood (Memorial 1) * *
Histórias de Futebol - Andrés Wood (Memorial 1) * *
Un Mundo Menos Peor - Alejandro Agresti (DVD) * * * *
A Casa do Lago - Alejandro Agresti (Arteplex 2) * * * * *
No One's Ark - Nobuhiro Yamashita (CCBB) * *
Punto Y Raya - Elia Schneider (Memorial 2) mico
Click - Frank Coraci (Robocop) * * *
Superman - O Retorno - Bryan Singer (Arteplex 1) * * *
Em Algum Lugar do Passado - Jeannot Szwarc (DVD) * * *
Verdade Nua - Atom Egoyan (DVD) *
O Aprendiz - Bryan Singer (DVD) * * *
Public Access - Bryan Singer (DVD) *
Transamérica - Duncan Tucker (Arteplex 2) * * *
O Batedor de Carteiras - Jia Zhang-ke (emule) * * * *
Siworae - Lee Hyung-seung (emule) *
Amor à Segunda Vista - Marc Lawrence (DVD) *
Em Segredo - Jasmila Zbanic (R.Cultural 2) * *
25 Watts - Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll (emule) * * * *
Mergulho Radical - John Stockwell (DVD) * *

segunda-feira, 10 de julho de 2006

L'An 01 (1973), de Jacques Doillon
* * *
Foi uma certa decepção, já que os trechos que eu havia visto logo que baixei esta estréia de Doillon tinham me deixado com água na boca. É um filme com dezenas de sketches mostrando o que aconteceria se as pessoas parassem de trabalhar e o dinheiro passasse a não valer coisa alguma. Os estabelecimentos comerciais viram museus, as pessoas começam a plantar na rua, invadem casas dos outros para ver como é, manuseiam riquezas que antes pertenciam a alguem. Um instigante ponto de partida, levado de forma irregular. Um dos sketches se passa em Nova York, e é dirigido por Alain Resnais. É dos melhores momentos do filme, com a chuva de pessoas se jogando dos prédios de Wall Street. Em outro sketch, na Nigéria, a direção coube a Jean Rouch. Duas doses de Godard (fase Vento do Leste) + duas doses de Bertrand Blier + uma pequena dose de Monty Python e uma gota de Pasolini.

quinta-feira, 6 de julho de 2006



Revi Valentin (2002, de Alejandro Agresti) por acaso hoje no canal Cinemax. Agresti fez um filme bem maluco, com toques surrealistas, em 1992: El Acto en Cuestión (que ionfelizmente não tem no emule). Foi o meu primeiro contato com o cinema fascinante desse diretor. Depois de filmar uma capital dividida entre a crise econômica e sustentação de sua identidade em Buenos Aires Vice-Versa, seu cinema ficou mais e mais comercial, muitas vezes chegando, e até passando, os limites da sacarina pura. Valentin talvez seja seu melhor trabalho nessa linha, melhor até que El Viento se Llevo lo Que. Há melodrama, mas há também a leveza cômica e delirante de uma criança imaginativa. Cenas como essa acima, dentro de uma sala de cinema, servem para mostrar o talento do diretor para extrair dos atores algo único, que faz juz às riquezas dos sentimentos. Sem contar que ele não precisa ser muito explicativo sobre a data em que a história se passa (1969), porque há o clima, as coisas não ditas, as situações que se deixam entreolhar pela reação dos personagens. Valentin é um filtro, que recebe pancadas, mas as absorve, entregando sua maneira doce de ver o mundo para as pessoas a seu redor. Um filme raro, pelo que tem de arriscado e simples ao mesmo tempo. Talvez arriscado até por não temer a simplicidade. Daí se extrai muita poesia, mas nunca a priori, nunca forçada goela abaixo, mesmo quando a música ameaça ir nesse sentido. Um primor de direção de Agresti, que logo mais chega nos cinemas com seu novo filme, A Casa do Lago, filmado nos EUA.