
e por falar em Johnnie To, vi esta pequena pérola hoje: The Heroic Trio, de 1993, absurdamente delirante. Quem é sua heroína preferida no filme? A minha é Michelle Yeoh.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
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Sérgio Alpendre
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03:37
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
www.revistapaisa.com.br/paisablog
A volta do blog dos festivais, daqui de Atibaia. Esquentando os tamborins para Tiradentes.
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Sérgio Alpendre
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03:10
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Filmes vistos (do final de novembro até hoje)
cotações de mico a * * * * *
(revisões em negrito)
Do You Like Hitchcock? - Dario Argento (DVD) * *
Brick - Rian Johnson (DVD) * *
O Guardião - Rodrigo Moreno (Cinesesc) * *
Amigas com Dinheiro - Nicole Holofcener (Arteplex 7) mico
Fonte da Vida - Darren Aronofsky (Arteplex 8) *
Days of Being Wild - Wong Kar-wai (DviX) * * * *
007- Cassino Royale - Martin Campbell (Arteplex 1) * * *
The Stranger Wore a Gun - André De Toth (DVD) * * *
Time - Kim Ki-duk (Uni 1) * *
C.R.A.Z.Y. Loucos de Amor - Jean-Marc Vallée (Arteplex 3) *
Menina dos Olhos - Kevin Smith (DVD) * *
Querelle - R.W.Fassbinder (DVD) * * * *
Um Bom Ano - Ridley Scott (Arteplex 1) *
Fuga de Absolom - Martin Campbell (DVD) *
Limite Vertical - Martin Campbell (DVD) * *
Perversa Paixão - Clint Eastwood (DVD) * * * *
Opening Night - John Cassavetes (CCBB - Rio) * * * * *
O Ilusionista - Neil Burger (Arteplex 6 - Rio) * *
Filhos da Esperança - Alfonso Cuarón (Uni 1 - Rio) * * *
A Woman Under the Influence - John Cassavetes (CCBB - Rio) * * * * *
Faces - John Cassavetes (CCBB - Rio) * * * * *
Intervalo Clandestino - Eryk Rocha (Cinesesc) *
Maria Antonieta - Sofia Coppola (Olido) * * *
Você é Tão Bonito - Isabelle Mergault (Belas Artes - Portinari) *
Morro da Conceição - Cristiana Grumbach (Cinesesc) * *
Gatão de Meia Idade - Antonio Carlos da Fontoura (Cinesesc) mico
Adrenalina - Mark Neveldine e Brian Taylor (Gemini 1) * *
A Conquista da Honra - Clint Eastwood (Arteplex 1) * * * *
O Crocodilo - Nanni Moretti (E.Uni 4) * * * *
Sólo con tu Pareja - Alfonso Cuarón (DVD) *
Love, etc - Marion Vernoux (DVD) * *
Bronco Billy - Clint Eastwood (DVD) * * * *
O Amor Não Tira Férias - Nancy Meyers (Arteplex 3) *
O Céu de Suely - Karim Ainouz (Uni 3) * * *
Martha - R.W.Fassbinder (DVD) * * * * *
Na Linha de Fogo - Wolfgang Petersen (DVD) * * *
Poder Absoluto - Clint Eastwood (DVD) * * * * *
Loving Walter - Stephen Frears (DVD) * * *
Uma Noite no Museu - Shawn Levy (Arteplex 1) * * *
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Sérgio Alpendre
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03:36
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Na Linha de Fogo é um belo thriller de Wolfgang Petersen, diretor sempre bombardeado por ter se rendido ao cinemão e não fazer dele um portal para o contrabando, ainda que idéias que podem ser reconhecidas como as de um contrabandista possam ser encontradas em Inimigo Meu. Em Na Linha de Fogo, que apresenta um curioso paralelo de sinais invertidos com a obra-prima de Eastwood, Poder Absoluto, há uma série de explicações da natureza do vilão. Curioso que muitos críticos bons tenham birra com esse tipo de artifício explicativo, que insiste em justificar o comportamento psicopata. Penso que se a explicação é boa o suficiente para não cair no ridículo, tudo bem. Claro que o ideal é provocar o espectador, fazê-lo pensar. Mas num thriller como esse, em que ficamos tensos com a trama, a ponto de esquecer, mesmo que por poucos minutos, as noções mais formais que tanto nos interessam (a nós, críticos, e a nós, cinéfilos preocupados com a estética), explicações podem servir para que o vilão tenha uma dimensão ainda maior, e provoque certa empatia, certa torcida de que, no duelo inevitável com o mocinho, ele tenha pelo menos uma morte honrada. Entramos definitivamente no terreno da ficção, e a acompanhamos com a lógica de quem se entrega ao conteúdo, sem esquecer que Petersen é um bom artesão, filma direitinho, e é esperto na investigação do caráter do americano médio, bem como de seus aspirantes a herói.
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17:28
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terça-feira, 2 de janeiro de 2007
MELHORES DE 2006
1) Amantes Constantes * * * * *
2) 2046 * * * * *
3) Espelho Mágico * * * * *
4) A Casa do Lago * * * * *
5) Dália Negra * * * *
6) A Dama de Honra * * * *
7) Os Infiltrados * * * *
8) Miami Vice * * * *
9) O Crocodilo * * * *
10) O Plano Perfeito * * * *
11) O Novo Mundo * * * *
12) A Concepção * * * *
13) Caché * * * *
14) A Criança * * * *
15) Volver * * * *
16) O Sabor da Melancia * * * *
17) O Segredo de Brokeback Mountain * * * *
18) O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias * * *
19) Filhos da Esperança * * *
20) Eleição * * *
Comentários: Não concordo com a afirmação de muitos de que foi um ano fraco. Talvez não tenha sido um ano tão bom quanto o anterior, que tinha várias obra-primas, sendo que seis delas (Marcas da Violência, Reis e Rainha, Menina de Ouro, O Signo do Caos, Terra dos Mortos e Um Filme Falado) eram de grande estatura (ou seja, ganhavam nota 10 nas minhas anotações pessoais) - neste ano só um filme conseguiu 10 (Amantes Constantes); mas foi um ano repleto de grandes filmes, exceto para o cinema brasileiro, que conseguiu emplacar apenas um filme no top 20 (no ano passado tinha um no top 10 - O Signo do Caos - e mais 3 no top 20 - Cinema Aspirinas e Urubus, O Fim e o Princípio e Bens Confiscados). Ou seja, um ano menos inspirado para o cinema brasileiro. Se serve de consolo, dois filmes entrariam num top 25 de 2006: O Céu de Suely e Crime Delicado. Completando esse top 25 teríamos Cassino Royale, Viagem Maldita e A Última Noite. Pode ser que eu esteja esquecendo algum filme, e que depois eu corrija esta lista, mas por enquanto é isso aí.
P.S. Guilherme Martins resolveu aposentar o free as a weird e criar dois novos blogs: um de esportes, com ênfase em futebol (http://umdois-e-outros.blogspot.com); outro de cinema, que terá link constante na coluna à direita (http://oultimorefugio.blogspot.com). Não se espantem com a foto inicial, que é a mesma do blog finado para os dois recém-nascidos.
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13:24
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terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Blog em recesso até janeiro. Boas festas e um maravilhoso 2007 para todos.
Ano que vem promete: Clints, Maria Antonieta, Alfred, e a Paisà #7 sai em fevereiro, com os melhores de 2006.
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Sérgio Alpendre
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12:07
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Na impossibilidade de ver todos os filmes produzidos no Brasil, um crítico deve ver o que der, certo? Se uma retrospectiva como a do Cinesesc propicia a chance de ver o que se perdeu durante o corre corre do circuito, temos que aproveitar essa chance, certo? Pois é, acontece que dos três filmes que eu vi na retrospectiva até agora, o melhor pode ser considerado razoável com muito custo. Sim, porque Morro da Conceição, de Cristiana Grumbach, assistente de Coutinho, repete fórmula (entrevistas cavocadoras de histórias) e câmera (Jacques Cheuiche) de Edifício Master, mas parece que alguma coisa meio inexplicável esteve ausente durante a projeção. Seria Coutinho, com seu dom natural para arrancar as mais desinibidas confissões? Seria um ritmo mais claramente episódico, sem os irritantes planos fixos de ruelas e ladeiras (simpáticas, mas um tanto cansativas)? Acho que o que faltou mesmo foi uma amarra mais convincente para o recorte do filme. Ainda assim, dá pra ver. O que não se pode dizer de Intervalo Clandestino, decepcionante documentário invasivo de Eryk Rocha. Por que invasivo? Porque ele simula uma invasão de um programa apartidário, mas claramente cutucador, e por isso podendo ser considerado de oposição, no espaço de propaganda política da TV. Como é clandestino, o som falha, a captação de imagens por vezes é sofrível, mas, francamente, precisava abusar dos zooms sem sentido? Se o entrevistado era uma mulher com problemas dentários, taca zoom em sua boca, se era um senhor com sobrancelhas grossas e de fios rebeldes, soca sobrancelha na tela inteira. Essa falta de tato irrita, por mais que a intenção fosse dar uma cara mais amadorística à intervenção. Nada amadorística, entretanto, são as abstrações inseridas durante o filme. Algo que Carlos Adriano ou Joel Pizzini já fizeram muito melhor, e a que Rocha parece dar um valor excessivo, tirando bastante a cara de clandestinidade da coisa, pois o que cheira a experimentalismo, tem muito mais a ver com uma certa concepção fechada de obra, contrastando com o aspecto "ver no que dá" do restante do filme. Pior ainda é Gatão de Meia Idade, de Antonio Carlos da Fontoura. O que aconteceu a esse diretor? Se a intenção é fazer cinema comercial, que se faça decentemente, que se conheça um mínimo da linguagem cinematográfica. Sei que Fontoura a conhece, mas a sucessão de cenas e planos constrangedores parece dizer que não (flashback das ex-namoradas, cenas com a ninfeta e a amiga, as crises do gatão, o overacting de Alexandre Borges). De um cara que já fez Copacabana Me Engana e Rainha Diaba se espera muito mais.
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23:09
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Maria Antonieta, de Sofia Coppola, é bem mais bizarro do que eu esperava. Sim, a trilha é aquela salada pop que todos falaram, com Siouxie and the Banshees, Bow Wow Wow, Adam & the Ants, The Cure e outros oitentistas. Mas a frieza conseguida com essa idéia de colocar músicas pops atuais às vezes é exagerada. Quando engrena, no entanto, o filme flui muito bem. E muito dessa fluência vem, por incrível que pareça, da trilha mais conservadora, mais próxima do que se espera de um filme dessa época (a proximidade da Revolução Francesa). Ou seja, a opção que poderia ser a mais radical de Coppola acaba não sendo tão radical assim, e ainda ameaça ir contra o filme. Mas a estranheza prevalece, principalmente porque não estamos habituados a um filme do século 18 que tenha atuações e entonações que não pretendem disfarçar que estamos no século 21, em pleno revival do início da década de 80. É um filme neo-romântico, como o que Simon Le Bon, o vocalista do Duran Duran, teria feito em 1981. É também um filme desigual e talentoso, o mais fraco de Sofia Coppola, mas disparado o mais arriscado. Tomara que faça sucesso.
obs: o filme foi visto no Cine Olido, dentro de um festival sobre figurinos que promete, em 2007, uma ampla retrospectiva com os filmes de figurinos mais interessantes da história do cinema desde os anos 20. Vamos ver no que dá essa doideira...
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Sérgio Alpendre
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01:48
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Paisà # 6
- Um passeio pelo cinema brasileiro em 2006
- os segundos filmes
- os veteranos do cinema novo
- documentário/ficção
- políticas do cinema brasileiro
- Críticas de O Labirinto do Fauno, Filhos da Esperança, Dias Selvagens, Babel, Entreatos e Peões, Trilogia das Cores, Sans Soleil, Macunaíma...
- 20 grandes filmes de guerra
- ensaio de Adrian Martin
- cobertura da Mostra SP e do Festival do Rio
- Os Sete Samurais reloaded
e mais... já nas bancas de São Paulo e Rio de Janeiro (bem, no Rio a partir de quinta)
boa leitura
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Sérgio Alpendre
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00:23
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sábado, 9 de dezembro de 2006
Dois filmes de Martin Campbell. O primeiro, Fuga de Absolom, é bem fraco, e seu único interesse vem do paralelo que se pode fazer entre a trama que se desenvolve numa ilha presídio e a história da Austrália, antiga colônia penal britânica. Como Campbell é neozelandês, imagino que alguma analogia tenha sido pretendida pelo diretor. Se é que há mesmo uma rivalidade entre Austrália e Nova Zelândia. De resto, sobram soluções ridículas, vilões sem interesse e até mesmo um subtexto homossexual muito mal desenvolvido entre o personagem de Ray Liotta e o de Kevin Dillon.
Limite Vertical, por outro lado, é bem interessante, ainda que abuse das soluções dramáticas rasas, principalmente com as mudanças de atitude drásticas e previsíveis de Scott Glen. O personagem de Bill Paxton é de longe o mais interessante, mas a lição de moral que o filme tenta passar às custas dele quase joga por terra a boa aventura que acompanhamos. Formalmente, trata-se de um portfólio de imagens aéreas e gruas onipresentes, mas não dá pra negar que haja certo encanto no desafio à natureza que o filme propõe e no branco que invade o filme. Esse desafio, no entanto, só é possível graças à teimosia sem limites do personagem de Paxton, e de sua falta de escrúpulos. Porém, Paxton tampouco é um vilão. Quando muito ele é um elemento desestabilizador. Mas no final, percebemos que o fator complicador da história toda é menos a natureza indomável e mais a nitroglicerina, traiçoeira e cheia de manhas.
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Sérgio Alpendre
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03:38
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Menina dos Olhos (2004), de Kevin Smith, não é ruim como falaram na época. Em alguns momentos, ele é bem simpático, principalmente quando é centrado nos diálogos mais mornos, que não servem muito para que a trama avance. Nesses momentos, a inteligência de Smith prevalece. Destaco o incrível diálogo com Will Smith, pivô - sem saber - dos maiores infortúnios profissionais do personagem de Ben Afleck. Pena que o diálogo termine com a mudança de postura do protagonista, ainda que seja perceptível a sua falta de convicção em um possível retorno à vida de executivo do show business. Uma cena apaziguadora durante a apresentação perto do final faz arrepiar, pelo sorriso da pequena atriz que faz a filha de Ben Afleck. Um filme a que se assiste sem esforço.
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Sérgio Alpendre
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22:10
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terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Mais sobre Cassino Royale quando o filme estrear. Por enquanto, adianto que Daniel Craig tem tudo para ser o melhor ator a viver o personagem. Para mim, o posto já é dele. O filme é dos melhores da série, pau a pau com A Serviço de Sua Majestade, Goldfinger e A Chantagem Atômica. Cassino Royale foi dirigido por Martin Campbell, que já havia dirigido Goldeneye, um dos bons episódios com Pierce Brosnan no papel. Como Campbell fez também o charmoso A Máscara do Zorro, pode-se dizer que é um dos mais interessantes diretores a dirigir filmes da série.
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Sérgio Alpendre
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14:02
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sábado, 2 de dezembro de 2006
A regra aqui é falar de cinema. Mas como toda regra existe para ser quebrada, me senti na obrigação de postar aqui algo que já postei no menos frequentado melomania:
Não há nada, nada remotamente próximo do que os Novos Baianos atingiram em seus discos. Escuto agora Novos Baianos FC (1973), antes escutei o igualmente mágico Linguagem do Alunte (nome oficial: Novos Baianos, disco de 1974). Mas poderia ter escutado Acabou Chorare (1972), Ferro na Boneca (1970), Vamos pro Mundo (1975) ou Caia na Estrada e Perigas Ver (1976). Minha reação é sempre a mesma. Nenhum artista popular atingiu o absurdo do genial como esses malucos fizeram. É antídoto para qualquer tipo de infelicidade.
Obs: a foto que ilustra o post é da capa original do LP Acabou Chorare.
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17:16
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terça-feira, 28 de novembro de 2006


As Três Coroas do Marinheiro (Les Trois Couronnes du Matelot, 1983), de Raoul Ruiz, é um filme inesquecível. A câmera é colocada quase sempre nos lugares mais absurdos, mas não podemos dizer que é um exercício de maneirismo inútil. É maneirismo, e em muitos aspectos é um senhor exercício. Mas não é inútil. Ruiz usa o maneirismo para servir à atmosfera que pretende criar. Não é o caso de exibicionismo, já que as imagens parecem pedir um tratamento assim. Filme enevoado, parente próximo de O Manuscrito de Saragoça, pelo menos na estrutura (uma história que se abre dentro da outra, que já está dentro de uma outra)... arte do relato, do fantasmagórico...uma verdadeira obra-prima, que tem a cara do início dos anos 80.
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19:25
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sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Desculpem a falta de atualizações. Tive um problema monster com o micro, mas já está resolvido. Nessas situações, nada melhor que os filmes vistos ultimamente para quebrar o gelo. Só fora dos festivais. Em negrito as revisões.
Sonhos de Peixe - Kirill Mikhanovsky (Arteplex 1) * * *
Breaking News - Johnnie To (DVD) * * * *
O Diabo Veste Prada - David Frankel (Arteplex 1) mico
Muito Gelo e Dois Dedos D'Água - Daniel Filho (Arteplex 3) mico
Crônica de uma Fuga - Israel Adrián Caetano (E.Uni 3) * *
Pintar ou Fazer Amor - Arnaud e Jean-Marie Larrieu (Cinesesc) * * *
Fica Comigo Esta Noite - João Falcão (Arteplex 8) *
O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias - Cao Hamburger (Arteplex 3) * * * *
Os Incuráveis - Gustavo Acioly (Arteplex 1) * * *
Wood and Stock - Otto Guerra (Uni 3) * *
O Grande Truque - Christopher Nolan (Arteplex 2) *
Taxi Driver - Martin Scorsese (DVD) * * * * *
Onde Jaz o Teu Sorriso - Pedro Costa (DviX) * * * *
O Céu de Suely - Karim Ainouz (Uni 3) * * * *
Saraband - Ingmar Bergman (DVD) * * *
As Três Coroas do Marinheiro - Raul Ruiz (DVD) * * * * *
Mercado Humano - Anthony Mann (DVD) * * *
O Franco Atirador - Michael Cimino (DVD) * * * e olhe lá
Os Infiltrados - Martin Scorsese (Arteplex 2) * * * *
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Sérgio Alpendre
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18:00
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domingo, 5 de novembro de 2006
Mais um blogue adicionado. Descobri esse recentemente, de um cara de muito bom gosto que escreve na comunidade orkutiana da Contracampo:
http://arcamundo.blogspot.com
Não coloquei nos links aí do lado porque não são de cinema, mas gostaria de destacar também o blogue criado pelo meu irmão, Ricardo Alpendre, que promete falar sobre música, futebol e o que der na telha:
http://cantodocrooner.blogspot.com
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03:08
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domingo, 29 de outubro de 2006
Gentle Giant-Isn't it Quiet and Cold
uma animação feita com a deliciosa música de fundo...
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Sérgio Alpendre
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20:29
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Van Der Graaf Generator - Darkness (11/11)
quem disse que não tem a ver com cinema. não há entrega maior que a de Peter Hammill.
mais indicações de clipes no www.melomania.blogspot.com
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Sérgio Alpendre
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20:25
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http://www.youtube.com/watch?v=__cKWcL9UOU&mode=related&search
Uma pausa na Mostra para descobrir o melhor do YouTube. Devia estar no melomania, mas...
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19:50
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Este post é para lembrar da cobertura dos festivais pelo Blog da Revista Paisà, que volta com tudo a partir de amanhã, talvez na madrugada de sábado, que é quando encerramos o dia.
Confira em:
www.revistapaisa.com.br/paisablog
Por enquanto, em chiphazard, os últimos filmes vistos antes e depois do Festival do Rio (incluindo a coletiva de imprensa da Mostra SP):
Cafuné - Bruno Vianna (Gemini 2) *
Amantes Constantes - Philippe Garrel (R.Cultural 2) * * * * *
Infernal Affairs - Andrew Lau, Alan Mak (DVD) * * * *
A Puritana - Jacques Doillon (CCBB) * * * *
Sonhos de Peixe - Kirill Mikhanovsky (Arteplex 1) * * *
Breaking News - Johnnie To (DVD) * * * *
O Diabo Veste Prada - David Frankel (Arteplex 1) mico
Muito Gelo e Dois Dedos D'Água - Daniel Filho (Arteplex 3) mico
Crônica de uma Fuga - Israel Adrián Caetano (E.Uni 3) * *
Pintar ou Fazer Amor - Arnaud e Jean-Marie Larrieu (Cinesesc) * * *
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23:33
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quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Pintar ou Fazer Amor é um filme muito estranho. E sua estranheza é hipnótica. Tanto que eu assisti ao filme meio sonado durante toda a primeira metade (culpa também do cansaço). Depois entrei de vez no filme. Impressionou o uso das belas músicas, colocadas de maneira a não ser um reforço à narrativa. É algo insólito, uma utilização quase sempre inesperada, pela quebra de tom, e que reforça o lado hipnótico do filme. As cenas de escuridão total também merecem destaque, assim como as que revelam os olhares trocados pelos casais. E os Larrieu quase escapam de certa inconsequência dos personagens que habitam boa parte do cinema francês. Mas quando ele cai nessa inconsequência, e faz com que os personagens ajam como bonecos sem vida, não chega a incomodar, talvez até pelo clima construído desde o começo.
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23:50
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
A moça da foto é Anne Hathaway, que brilha em O Diabo Veste Prada. Meryl Streep também brilha, como sempre. Então por que o filme é ruim? Porque o diretor, David Frankel, não sabe nem filmar uma cidade de fotogenia implacável como Paris. Porque as situações são construídas de modo a cercar o personagem de Anne, para que ela fique sem saída e se sinta uma traidora dos próprios princípios - e nesse sentido o tratamento dispensado pelo namorado e pelas amigas é deprimente, nada amigável e muito egoísta. Não sei se essas situações já estavam no livro, mas mesmo se já estivessem, deveriam ser melhor trabalhadas no filme, deveriam ser percebidas como falhas pelo diretor e pela roteirista. Porque as entrelinhas iniciais, muito interessantes - Meryl Streep, a diaba, atriz que faz sombra as demais, sendo recebida com temor pelas assistentes (coadjuvantes), que não possuiam o mesmo brilho diante dos holofotes (câmeras) - é abandonada logo nos primeiros minutos. Enfim, um filme sonso e covarde, que nem mesmo dá conta da crueldade que se insinua por detrás dos esqueletos de passarela e das editorias de moda.
Ah, o texto de Alcino Leite Neto é bom, a despeito do péssimo hábito atual da Ilustrada de pautar o editor de moda para escrever sobre um filme que retrata esse universo, ou o editor de esportes para um filme que fala de futebol, e assim por diante. pelo menos o Alcino já escreveu muito sobre cinema, e sabe do assunto.
Depois foi a vez da nova redefinição do conceito de ruindade: Muito Gelo e Dois Dedos D'Água, de Daniel Filho. Ele dava sinais de que estava melhorando, mas se A Partilha é nulo, A Dona da História é só ruim e Se Eu Fosse Você é meia-boca, este novo é constrangedor sob qualquer aspecto. Até as cenas que poderiam salvar o filme, como a do beijo no telhado, é destruída pelos cortes sem a menor noção de tempo. Uma antologia de planos infelizes como há muito tempo eu não via.
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03:35
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terça-feira, 10 de outubro de 2006
Paisà # 5
- Volver, o ótimo novo filme de Almodóvar
- Ensaio de Inácio Araujo sobre o cinema americano dos anos 70
- Dália Negra, um De Palma primoroso
- Entrevista com Edgard Navarro
- Caetano Veloso e Bob Dylan: dois mestres, duas obras-primas
e muito mais... já nas bancas
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Sérgio Alpendre
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00:36
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Será que Os Infiltrados tende a agradar mais àqueles que não se entusiasmam tanto pelo Scorsese? Peerre seria uma exceção, nesse caso?
Sei não. Revisão se faz cada vez mais necessária. Pode ser uma nova obra-prima escondida, que se revela aos poucos.
Ou realmente um filme mais coeso, e por isso mesmo menos apaixonante. Ou todas essas impressões de desfazem na revisão.
Terei que declarar guerra a Bruno Andrade?
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00:36
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sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Cobertura do Festival do Rio e da Mostra SP em:
www.revistapaisa.com.br/paisablog
Adianto aqui que o novo de Sidney Lumet, Find me Guilty, é muito bom, assim como Bamako, de Abderrahmane Sissako. São disparados os melhores filmes novos do festival.
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Sérgio Alpendre
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11:26
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domingo, 24 de setembro de 2006
Antecipando, mas imitando o Filipe, mando aqui minha lista que irá para a Liga dos Blogues. Como apêndice, uma lista do 21 ao 30. e depois os filmes de 31 a 60, em ordem cronológica. Não quis fazer 100 como o Filipe porque ia me dar muito trabalho, e eu tenho que correr aqui para fechar a Paisà e ir pro Festival do Rio. Mas 50 eu também não consegui. Então resolvi fazer 60, para homenagear a década. Ficou muita coisa fantástica de fora, eu sei. Alguns adoro demais, mas vi há muito tempo (caso dos Tarkovski, de alguns Bergmans, Fellini, Truffaut, Chabrol e tantos outros). E faltam alguns que eu não vo, mas imagino que entrassem em algum lugar aí.
Já discordo de mim mesmo. Fazer o quê?
1) Faces, de John Cassavetes (1968)
2) Dois Destinos, de Valério Zurlini (1962)
3) O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel (1962)
4) O Leopardo, de Luchino Visconti (1963)
5) Crônica de Anna Magdalena Bach, de Jean-Marie Straub e Danielle Huillet (1967)
6) Terra em Transe, de Glauber Rocha (1967)
7) O Desprezo, de Jean-Luc Godard (1963)
8) A Esposa Solitária (Charulata), de Satyajit Ray (1964)
9) O Ano Passado em Marienbad, de Alain Resnais (1961)
10) O Homem que Matou o Fascìnora, de John Ford (1962)
11) Il Posto, de Ermanno Olmi (1961)
12) A Pirâmide Humana, de Jean Rouch (1961)
13) Hatari, de Howard Hawks (1962)
14) Tempestade Sobre Washington, de Otto Preminger (1963)
15) Era Uma Vez no Oeste, de Sérgio Leone (1969)
16) A Grande Testemunha, de Robert Bresson (1966)
17) Persona, de Ingmar Bergman (1966)
18) Duas Garotas Românticas, de Jacques Demy (1966)
19) Sangue Sobre a Neve, de Nicholas Ray (1960)
20) Os Pássaros, de Alfred Hitchcock (1963)
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21) Harakiri, de Masaki Kobayashi (1960)
22) São Paulo S/A, de Luiz Sérgio Person (1965)
23) O Terror das Mulheres, de Jerry Lewis (1961)
24) Oito e Meio, de Fellini (1963)
25) A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos (1965)
26) Falstaff / Chimes at Midnight, de Orson Welles (1965)
27) Todos Porcos, de Shohei Imamura (1960)
28) Errado Pra Cachorro, de Frank Tashlin (1963)
29) Minha Noite com Ela, de Eric Rohmer (1969)
30) Quando o Amor é Cruel, de Luigi Comencini
31-60 - ordem cronológica
1960
A Um Passo da Liberdade, de Jackes Becker
Audazes e Malditos, de John Ford
Les Yeux Sans Visage, de Georges Franju
A Tortura do Medo, de Michael Powell
Dia de Outono, de Yasujiro Ozu
1961
Viridiana, de Luis Buñuel
Jules et Jim, de François Truffaut
1962
O Silêncio, de Ingmar Bergman
I Fidanzati, de Ermanno Olmi
1963
Paixões que Alucinam, de Samuel Fuller
1964
O Manuscrito de Saragoça, de Wojtech Has
O Otário, de Jerry Lewis
Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha
1965
Simão do Deserto, de Luis Buñuel
Pierrot Le Fou, de Jean-Luc Godard
Bunny Lake is Missing, de Otto Preminger
1966
A Religiosa, de Jacques Rivette
Ride in the Whirlwind, de Monte Hellman
Tokyo Drifter, de Seijun Suzuki
Sete Mulheres, de John Ford
1967
Eldorado, de Howard Hawks
Weekend à Francesa, de Jean-Luc Godard
A Condessa de Hong Kong, de Charlie Chaplin
1968
Memórias do Subdesenvolvimento, de Juan Gutierrez Alea
A Infância Nua, de Maurice Pialat
O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla
Sentado à Sua Direita, de Valério Zurlini
1969
Matou a Família e Foi ao Cinema, de Júlio Bressane
A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla
Meu Nome é Tonho, de Ozualdo Candeias
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Sérgio Alpendre
às
14:20
|
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Filmes vistos recentemente:
revisões em negrito
Pai e Filho - Aleksandr Sokurov (E.Unibanco 1) * *
Férias Frustradas de Natal - Jeremiah Chechik (DVD) * *
Meu Nome é Ninguém - Tonino Valerii (DVD) * * * *
O Libertino - Laurence Dunmore (Arteplex 7) *
Coisas Secretas - Jean-Claude Brisseau (emule) * * * *
Viagem Maldita - Alexandre Aja (Arteplex 5) * * *
Estamira - Marcos Prado (Arteplex 8) * * *
Abismos do Medo - Neil Marshall (E.Unibanco 1) * * *
Os Deuses e os Mortos - Ruy Guerra (CCBB) *
Zuzu Angel - Sérgio Rezende (Arteplex 2) *
A Fogueira das Vaidades - Brian De Palma (DVD) * *
I Love Your Work - Adam Goldberg (DVD) * *
O Alvo - Kim Ki-duk (Cinesesc) mico
Assombração - Danny e Oxide Pang (Bristol 5) * * *
O Tempo que Resta - François Ozon (E.Unibanco 1) * *
O Sabor da Melancia - Tsai Ming-liang (R.Cultural 2) * * * *
Obrigado por Fumar - Jason Reitman (Arteplex 2) * * *
Quadrilha de Sádicos - Wes Craven (DVD) * *
Ele, o Boto - Walter Lima Jr. (DVD) * * *
Miami Vice - Michael Mann (Mt.Santa Cruz 3) * * * *
A Vila - M.Night Shyamalan (DVD) * * *
A Dama na Água - M.Night Shyamalan (Arteplex 1) * *
O Que Você faria? - Marcelo Piñeyro (E.Unibanco 1) * * *
Sinais - M.Night Shyamalan (DVD) * *
Anjos do Sol - Rudi Lagemann (Lumiere 1) mico
O Furacão - John Ford (DVD) * * * * *
Dália Negra - Brian De Palma (Arteplex 1) * * * *
O Mestre do Kung-Fu - Agnès Varda (dvix) * * * *
Jane B. pour Agnès V. - Agnès Varda (dvix) * * * *
Todos Porcos - Shohei Imamura (dvix) * * * * *
Daguerreotipos - Agnès Varda (dvix) * * *
Páginas Íntimas - Agnès Varda (CCBB) * * *
Documentira - Agnès Varda (CCBB) * * * *
As Duas Faces da Felicidade - Agnès Varda (dvix) * * *
Os Panteras Negras - Agnès Varda (dvix) * *
O Inocente - Luchino Visconti (DVD) * * * * *
Cortina Rasgada - Hitchcock (DVD) * * * *
Dois é Bom, Três é Demais - Russo Bros (Mt.Sta.Cruz 10) * *
O Maior Amor do Mundo - Cacá Diegues (Arteplex 1) * *
Vôo United 93 - Paul Greengrass (Arteplex 3) * *
Serpentes a Bordo - David R. Ellis (Arteplex 8) * * *
Volver - Pedro Almodovar (Fox) * * * *
Lianna - John Sayles (DVD) * * * *
The Hitch-Hiker - Ida Lupino (DviX) * * * *
Eu Me Lembro - Edgard Navarro (Belas Artes Villa Lobos) * * *
Xeque-mate - Paul McGuigan (Arteplex 2) * *
A Última Noite - Robert Altman * * *
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Sérgio Alpendre
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04:17
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terça-feira, 12 de setembro de 2006
Dois filmes distintos, duas sensações parecidas. Primeiro Vôo United 93, de Paul Greengrass, que é filme pra se contorcer na poltrona de tão tenso, mas, analisado friamente, pouco oferece além de uma limitada simulação dos eventos trágicos. E uma simulação até certo ponto comportada, pois ao escolher a câmera na mão, trêmula e urgente, como a de uma reportagem frenética, ele fez o óbvio, o que se esperava, o tratamento que busca enquadrar o tema dentro do espectro que o público aceita como adequado. Nesse caso, uma direção mais acadêmica seria mais subversiva, mais fria e até incômoda. Mas talvez nem fosse o tratamento adequado. Talvez o problema esteja na montagem, que faz com que o filme seja um crescendo de agonia e dramaticidade, culminando no ato heróico que todos conhecem.
Depois, ou antes, no caso, veio o novo de Cacá Diegues, O Maior Amor do Mundo, filme que por muito pouco escapou de ser bem agradável aos meus olhos. José Wilker está muito bem, ainda que exagere em alguns momentos. E o filme tem vários planos arriscados, sendo que alguns dão muito certo, como os que mostram o protagonista, menino ou Wilker, fechando um dos olhos, com a câmera mostrando predominantemente o que ele vê. Também os que mostram ele tentando uma vida fugaz com Luciana (Taís de Araújo) são dignos de nota. São momentos em que o filme cresce, se torna ago pulsante. Em outros, o que existe é apenas a intenção de fazer uma cena poética, como os olhos de Wilker chorando em primeiro plano, ou os primeiros flashbacks. É um filme bem melhor do que muitos estão dizendo por aí, uma espécie de A Grande Cidade mais modesto.
Cacá Diegues em estrelas (de mico a cinco):
Ganga Zumba (1964) mico
A Grande Cidade (1966) * * *
Os Herdeiros (1970) mico
Quando o Carnaval Chegar (1972) * * *
Joanna Francesa (1973) * * *
Xica da Silva (1976) *
Chuvas de Verão (1978) * * *
Bye Bye Brasil (1979) * * *
Quilombo (1984) * *
Um Trem para as Estrelas (1987) * *
Dias Melhores Virão (1989) * *
Veja essa Canção (1994) *
Tieta (1996) * *
Orfeu (1999) *
Deus é Brasileiro (2002) *
O Maior Amor do Mundo (2006) * *
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Sérgio Alpendre
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02:10
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terça-feira, 5 de setembro de 2006
Le Petit Amour (aka Kung-Fu Master) talvez seja o melhor filme de Agnès Varda. É incrível como quase sempre em seu cinema ela consegue afastar qualquer possibilidade de abstração ou despolitização e abraçar, talvez por isso mesmo, o mundo de sua época. Estamos em 1987, e as campanhas preventivas da AIDS estavam no auge. Nesse interim, Jane Birkin, bela como sempre, se apaixona pelo garoto de 14 anos vivido por Mathieu Demy (filho de Varda com Demy, ou ando meio desligado?). Uma das filhas de Jane é sua filha também na vida real: Charlotte Gainsbourg. A outra é filha de Jacques Doillon, Lou, que vemos aqui ainda pequenina. A presença da neura da época faz de certas seqüências do filme algo datado, mas a mão sutil da diretora consegue alguns momentos raros. O filme começa com tom melancólico, mas Varda inverte a situação com um pós-créditos inesquecível e muito engraçado, para depois voltar ao tom que imprime durante a maior parte do filme. Em especial dá pra notar a suavidade de sua mise-en-scène, e a decupagem precisa e cadenciada. São 78 minutos de puro prazer estético, aliado a uma sensibilidade insuperável ao narrar um romance fadado ao fracasso, com um final bonito e cruel.
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Sérgio Alpendre
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03:57
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